Histórias de Corredor #1

por Fabio Frasson.

Quem não gosta de histórias? Se você levantou a mão, “até logo!”, você não vai curtir esse post. Mas se as histórias de luta, de desafios, de vitórias, de sucesso, de vida, inspiram você, aproveite esse momento.

Descobri o atletismo aos 13 anos de idade, em 1992. É incrível como uma atividade extenuante, sob o sol da tarde, por várias horas, repetidamente, é capaz de despertar a força interior, de despertar a paixão por fazer o melhor, mesmo quando o ar parece lhe faltar.

Ao longo de, aproximadamente, 6 anos, conheci atletas incríveis, que me inspiravam a treinar, treinar e treinar. No atletismo vivi muitos dos melhores momentos da minha vida.

Mas hoje, a história que vou contar não é minha. Aliás, tenho o prazer de dizer a vocês que o site LOUCOS QUE CORREM vai abrir espaço para outros personagens da vida real, apaixonados pelo esporte, profissionais e amadores, que fazem da atividade física uma importante razão de viver.

Nos tempos de atletismo, conheci um corredor baixinho, magrinho, que eu achava que era “louco” por correr tantos Km, e que foi um dos melhores atletas que nossa cidade já teve. É sobre ele, Jésio Roberto Rosa, que vamos dedicar alguns posts. Aliás, as histórias que vamos contar aqui fazem parte do livro que ele publicou, recentemente, “Jésio: uma história de vida“.

 

Eu pedi ao Jésio que nos contasse algumas de suas histórias. Leia, imagine, visualize, curta e inspire-se.

O ano era 1993. Eu estava no melhor da forma física e chegava os Jogos Regionais de Guará; iria participar das provas de 10.000m e 5000m. Um ano antes, eu tinha corrido os 10.000m em 31’06” (trinta e um minutos e seis segundos). Tinha feito a marca de 31’06” nos Jogos Regionais de Guarulhos em 92 e, no mesmo ano, fiz 31’09” no Campeonato Estadual em Americana. O objetivo era correr abaixo de 31’00”.

Enfim, chegou o dia da prova de 10.000m. Era um sábado. Parti com tudo pra cima dos atletas da equipe Eletropaulo, de Guarulhos, Daniel Lopes e André Luís Ramos. Sabia que pra ganhar uma medalha, teria que ir pra cima deles. Consegui acompanhar os atletas de Guarulhos até a volta 23, mas perdi contato nas últimas duas voltas. Ainda assim, consegui fazer a marca de 30’47”. Muito emocionado, olhei para a arquibancada e falei para meu mestre, Jânio Rodrigues, “abaixamos 31’00”. Saíram dois pesos das minhas costas; um pela marca histórica e outro pela medalha de bronze. No dia seguinte, corri os 5000m para 14’53”. Essas marcas, até hoje, não foram batidas por nenhum corredor pindamonhangabense, em Jogos Regionais.”

 

Parabéns, Jésio! E gratidão, por compartilhar conosco um pouco da sua história de corredor.

Eu sou Fabio Frasson. Tenho orgulho de ser um Louco que Corre.

Um grande abraço. Até a próxima!

 

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